Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009

Concreta

EU.
preciso mandar um e-mail
preciso arrumar um emprego
preciso receber um telefonema.
Ler mais, preciso
Escrever mais, PRECISO
Falar mais, falar de todos, falar de mim, PRECISO
preciso precisar e ser precisa
preciso precisar de nada, de ninguém.
Preciso de todos, junto, agora, comigo +1
preciso curar
Crescer, preciso
preciso precisamente de rotina, de regra
de ordem capricorniana, pra que depois venha
o gozo, em deleite. Que é só meu. Sem signo.
Que o 'só meu' venha em conjunto, seja união.
Que de meu não seja nada
Que nada me satisfaça
E que o QUÊ
O quê eu quero
O quê eu sou
O quê mudou
passe, que seja eu novamente
como fui ontem.

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

O Banheiro de João Gilberto

No tempo que brincava de Barbie ela sempre teve banheiro, mesmo que esse fosse representado por uma banheirinha amarela de plástico que hoje eu não sei por onde anda.

É verdade que não curto tanto Bossa Nova, tenho uma rixazinha com o maestro Tom, mas quando de fossa, ainda mais se etilica ouço sempre um João rabugento Gilberto.

Bessa Me Mucho naquele espanhol 'macarrónico', sendo amoroso ou sabendo perdoar, mesmo que só no Hô-bá-lá-lá, João é João.

Mas, o que tem a ver o João Gilberto, no banheiro, necessariamente não o da minha Barbie o William e eu?

Na real nada, só um novo blog pra minha coleção. Onde junto com o William ROX, e o João Gilberto, podendo ser sim no banheiro de uma Barbie cinqüentona, nós falamos sobre música, nova ou antiga, brasileira ou búlgara, boa mesmo ou meia boca, música classuda, pra comentários chinelos mas, sempre com um souvenir, normalmente uma faixa na integra do disco apresentado.


É público e tonifica.

Segunda-feira, 16 de Fevereiro de 2009

E um desenho pra despistar

De um português fraco
de um ano curto
de janeiros passados
de azares gigantes
de erros bobos.

De distâncias alongadas
de dores mal doidas
de sonhos mal contados
de sorvetes acabados.

De fins,até que enfim,acabados
de cigarros apagados
das mesmas músicas tocadas (de novo, e de novo, e de novo).

De uns que foram cedo, outros que demoraram, mas bem mais daqueles que ficaram
de portas mal fechadas
de histórias bem contadas
de matemáticas erradas
de geografias distantes
de letras difíceis.

De sonhos novos
de receitas velhas
de machucados constantes.

Do fim daquilo que é tédio, do começo daquilo que é recomeço
do mesmo que venha à mudar, das palavras sem trema.
Tudo de novo, outra vez e agora.
Agora, tudo é novo, outra vez.

Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2009

.

Fui condenada a ouvir e não a falar
Quando encontrar quem leia sem que for preciso escrever
Vou falar
Agora eu quero ir embora,longe,distante
pra sentir saudade

.

Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009

EU

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Romulo tropeçou nos erros de uma mulher sem alma.

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

A Casa

Já não caibo mais nos cômodos
nem nas mentes dos que moram aqui.
Já não tenho uma casa.
Apenas um teto, passageiro sobre a cabeça velha precocemente.

Na minha casa, tenho palavras livre
versos brancos, paz de resmungos.
Vivo só, cansada de mim, longe dos
problemas distantes que hoje me assolam.

Vivo só, comigo e nada mais.
minha casa já não cabe mais em mim.
Preciso sair, fugir daqui e ir pra casa.

Não quero sai de lá.
Mudo-me pra lá tão logo envelhecer.
Talvez já more em minha casa e te convide para o café.
Talvez esconda minha casa de mim, por timidez.